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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Fatores que influenciam o desenvolvimento humano

 Vários fatores indissociados e em permanente interação afetam todos os aspectos do desenvolvimento. São eles:

  • Hereditariedade: a carga genética estabelece o potencial do indivíduo, que pode ou não desenvolver-se. Existem pesquisas que comprovam os aspectos genéticos da inteligência. No entanto, a inteligência pode desenvolver-se aquém ou além do seu potencial, dependendo das condições do meio que encontra.

  • Crescimento orgânico: refere-se ao aspecto físico. O aumento de altura e a estabilização do esqueleto permitem ao indivíduo comportamentos e um domínio do mundo que antes não existiam. Pense nas possibilidades de descobertas de uma criança, quando começa a engatinhar e depois a andar, em relação a quando esta criança estava no berço com alguns dias de vida.

  • Maturação neurofisiológica: é o que torna possível determinado padrão de comportamento. A alfabetização das crianças, por exemplo, depende dessa maturação. Para segurar o lápis e manejá-lo como nós, é necessário um desenvolvimento neurobiológico que a criança de 2, 3 anos não tem. Observe como ela segura o lápis.

  • Meio: O conjunto de influências e estimulações ambientais altera os padrões de comportamento do indivíduo. Por exemplo, se a estimulação verbal for muito intensa, uma criança de 3 anos pode ter um repertório verbal muito maior do que a média das crianças de sua idade, mas, ao mesmo tempo, pode não subir ou descer com facilidade uma escada, porque esta situação pode não ter feito parte de sua experiência de vida.

Referência: Curso de Desenvolvimento Humano e Educação - UEMA

quinta-feira, 11 de junho de 2020

DISGRAFIA

Não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual, pois é um transtorno motor do neurodesenvolvimento (categorizado como um Transtorno do Desenvolvimento da coordenação) que afeta a habilidade de escrita, ou seja, há uma dificuldade de coordenar os movimentos dos símbolos gráficos. 

Características:
  • Lentidão na escrita;
  • Letra ilegível;
  • Escrita desorganizada;
  • Desorganização do texto, do tamanho das letras e do espaço do papel;
  • Escrita com omissão de letras, palavras, números, etc.
Intervenções:
  • Requer estimulação linguística global;
  • Na avaliação, dar mais ênfase à expressão oral;
  • Reforçar sempre o aluno de forma positiva;
  • Evitar o uso de caneta vermelha na correção de provas, trabalhos e atividades.
Quanto ao desenvolvimento psicomotor devemos proporcionar situações de aprendizagem que estimule: a postura, controle corporal, dissociação de movimentos, representação mental do gesto necessário para o traço, percepção espaço-temporal, lateralização, coordenação viso-motora e percepção corporal

terça-feira, 2 de junho de 2020

Transtorno de aprendizagem: DISORTOGRAFIA

É um transtorno específico da aprendizagem com prejuízos na expressão escrita. É considerado uma dificuldade no uso da ortografia (não necessariamente na grafia). Até o 2° ano do ensino fundamental é comum que as crianças façam confusões ortográficas, porque a relação com os sons e palavras impressas ainda não está dominada por completo. Porém, após essas séries, se as trocas ortográficas persistirem repetidamente é importante que o professor esteja atento, pois pode se tratar de uma disortografia.

Características: problemas ortográficos quanto a:
  • Precisão da ortografia;
  • Uso da gramática e pontuação;
  • Falta de clareza;
  • Falta de organização da escrita;
  • Falta de estruturação e composição de textos escritos, etc.
A importância da identificação da disortografia está relacionada principalmente na busca contra o fracasso escolar, pois o aluno com disortografia, por não obedecer às regras gramaticais por conta do déficit acaba tendo prejuízos nas demais disciplinas. 

Intervenções:

  • Focada nas atividades que visem o apoio e exercícios do uso das letras aos seus respectivos sons, visando trabalhar com os aspectos referentes a causas de origem perceptiva, intelectual, linguística, afetivo-emocionais e pedagógicas;
  • Uso de recursos visuais para estimular a memória visual, com quadros, letras do alfabeto, números, famílias silábicas, material concreto, etc.
  • Exercícios de distinção de noções espaciais básicas como: direita/esquerda, cima/baixo, frente/trás, etc.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Transtorno de aprendizagem: DISCALCULIA

Transtorno específico na aprendizagem com prejuízos na leitura. Essa transtorno não é causado por deficiência mental, nem por déficits visuais ou auditivos, nem por má escolarização, por isso é importante não confundir a discalculia com os fatores citados acima.

Características: Incapacidade de: 
  • Visualizar conjuntos de objetos de um conjunto maior; 
  • Conservar a quantidade;
  • Sequenciar números;
  • Classificar números;
  • Montar operações, etc.
Intervenções: 
  • Oferecer possibilidade do uso da calculadora;
  • Provas com questões diretas e de fácil entendimento;
  • Utilização de material concreto;
  • Evitar ressaltar os déficits do aluno;
A escola, em seu papel de instituição educadora, deverá ser capacitada a buscar mecanismos que proponham novas abordagens no ensino da matemática, reorganizando seus planejamentos, estruturas curriculares e formas de avaliação, visando atender aquele aluno com déficit.

Transtorno de aprendizagem: DISLEXIA

É um distúrbio na leitura afetando a escrita. Geralmente é detectada no processo de alfabetização, quando a criança começa o processo de leitura. A criança pode apresentar dificuldade para ler orações e palavras simples.

Características:
  • Demora em segura a colher para comer, e a fazer o laço no cadarço;
  • Atraso na aquisição da linguagem;
  • Dificuldade na aprendizagem das letras;
  • Inversões de letras, sílabas e números (p/b, m/n, f/v, n/z, 9/6, 3/5, etc. )
Intervenções: 
  • Utilizar material estimulante e interessante;
  • Utilizar jogos de letras e formação de palavras;
  • Utilizar recursos visuais;
  • Utilizar letras em relevo para que a criança percorra o contorno das letras com os dedos.
Abaixo alguns exemplos de escrita de crianças com dislexia:


Fonte das imagens: Portal da Dislexia. Disponível em: https://dislexia.pt/exemplos/ . Acesso em: 25/05/2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

Compreendem uma inaptidão específica na leitura, escrita, ou matemática. É importante que o psicopedagogo entenda como se dá o processo de aprendizagem e conheça as características dos transtornos, para que a intervenção possa ser elaborada de maneira a atender a necessidade individual de cada aluno, minimizando suas dificuldades, e oportunizando novos conhecimentos.

De acordo com o DSM-V, o transtorno específico da aprendizagem está ligado ao desenvolvimento com uma origem lógica que é a base das anormalidades do nível cognitivo as quais são associadas com manifestações comportamentais. A origem biológica inclui uma interação de fatores genéticos e ambientais que influenciam a capacidade do cérebro para perceber ou processar informações com eficiência e exatidão.

O CID-10 esclarece que a etiologia dos Transtornos de aprendizagem não é conhecida, mas que há uma suposição de primazia de fatores biológicos que interagem com fatores não-biológicos. É importante dizer que os transtornos não podem ser consequência de :

  • Falta de oportunidade de aprender;
  • Descontinuidades educacionais resultantes de mudança de escola;
  • Traumatismos ou doença cerebral adquirida;
  • Comprometimento na inteligência global;
  • Comprometimentos visuais ou auditivos não corrigidos.
Acredita-se na origem dos transtornos de aprendizagem a partir de distúrbios na interligação de informações em várias regiões do cérebro, os quais podem ter surgido durante o período de gestação.

Os documentos apresentam basicamente três tipos de transtornos específicos: o transtorno da leitura, o transtorno da matemática e o transtorno da expressão escrita.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

SUGESTÕES DE JOGOS: Psicopedagogia e AEE.

Algumas habilidades ( psicomotoras, perceptivas, atencionais, raciocínio lógico, etc.) das crianças precisam ser estimuladas, e os jogos são excelentes ferramentas neste processo:⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺 Areia divertida: estimula percepções sensoriais táteis e visuais, criatividade.⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺Quebra cabeça de cores: estimula a percepção visual e atenção.⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺Va-Ve-Vi- vogais: estimula a percepção visual, consciência fonológica.⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺Primeiras sílabas: estimula reconhecimento de sílabas nas palavras.⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺Jogo operando: estimula concentração, atenção e coordenação motora.⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺Bingo: estimula a atenção, concentração e reconhecimento numérico.⠀⠀
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🌺Ludo e Dama: estimula a atenção, concentração, e respeito a regras.⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
🌺 Pizzaria Maluca: estimula atenção, concentração, percepção visual, respeito a regras.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A IMPORTÂNCIA DE SE ESTIMULAR A PERCEPÇÃO VISUAL

Uma boa discriminação visual auxilia a criança a se desenvolver satisfatoriamente, apresentando uma visão periférica, percepção da profundidade, relação entre objetos em movimento, considerar a distância entre objetos, percepção entre esquerda e direita, etc.

Segundo Braun (1986) discriminação visual é a "capacidade de comparar objetos, identificando semelhanças e diferenças de detalhes; prepara para posterior fase da discriminação de símbolos abstratos; diferença entre letras, palavras, etc. É mais fácil perceber o que é diferente do que aquilo que é semelhante".

 Fonseca (2008) define discriminação visual como sendo a distinção entre figuras, letras, formas, números, etc., classificando-as; e considera percepção visual a capacidade de percepção, interpretação e integração do que os olhos veem.
Sem essa percepção a criança pode apresentar dificuldades no processo de alfabetização, pois não consegue manter a direção dos olhos, o que pode acarretar em pular frases ao ler, confundir letras como d e b, f e t, h e b, etc., leitura lenta e muitos erros ortográficos.

Por isso é muito importante que a estimulação da percepção visual aconteça desde a mais tenra idade. A educação infantil é um ótimo espaço para que as crianças sejam estimuladas de forma lúdica e prazerosa.

Abaixo temos uma sugestão de atividade para estimular a discriminação visual:




Fonte do texto: Catálogo "Os desafios da Escola Publica paranaense na Perspectiva do Professor PDE - Produções Didático Pedagógicas Volume 2, edições de 2008 e 2014.

Vídeo de Ariane Elias, aplicação em aluna.

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 Olá pessoal!! Ando meio sumida né? Desculpem, aconteceram muitas coisas por aqui e precisei dar um tempo. Em breve estarei migrando este bl...