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terça-feira, 10 de novembro de 2020

ESTRATÉGIAS PARA O ENSINO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA MODALIDADE DE JOVENS E ADULTOS DA APAE

 O PRESENTE ESTUDO TRATA-SE DE UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A PRÁTICA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL, COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL COM FAIXA ETÁRIA DE 15 A 45 ANOS QUE FREQUENTAM O PRIMEIRO SEGMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA MODALIDADE DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS (APAE) DE UM MUNICÍPIO PERTENCENTE AO TRIÂNGULO MINEIRO. POSSUI COMO OBJETIVO PRINCIPAL RELATAR ESTRATÉGIAS QUE FORAM UTILIZADAS E QUE TIVERAM UM RETORNO POSITIVO PARA O ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL. NESTE SENTIDO, ESSE ARTIGO TEM O INTUITO DE OFERECER ESTRATÉGIAS COMO INSTRUMENTO PARA PROPORCIONAR A PARTICIPAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE TODOS NA SALA DE AULA DO ENSINO REGULAR E DESTACAR A NECESSIDADE DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. AS ESTRATÉGIAS UTILIZADAS POSSIBILITARAM O DESENVOLVIMENTO DO INTERESSE DOS ALUNOS E DE SUA AUTONOMIA NA EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES E OUTRAS TAREFAS DA VIDA DIÁRIA, AUXILIANDO ASSIM NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES MOTORAS E COGNITIVAS. APÓS ESSA EXPERIÊNCIA RESSALTO QUE O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO É FUNDAMENTAL PARA A EFETIVAÇÃO DA APRENDIZAGEM DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, EMBORA A MAIORIA DAS INSTITUIÇÕES ESPECIALIZADAS, COMO A APAE NÃO OFEREÇAM ESSE ATENDIMENTO.

Leia o artigo na íntegra no link: http://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/68577?fbclid=IwAR16e9Zv8Ksj1hqho-0dxLTK3KWEVNVM83jE189UoAi3b7LWCaiKQjr8lq8


quarta-feira, 15 de abril de 2020

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA PERSPECTIVA DE MARIA MONTESSORI

      Maria Montessori, médica italiana, nascida em 1870, estudava o comportamento de crianças deficientes. Ao observar essas crianças, brincando com pedaços de pão por falta de brinquedo, percebeu que havia nelas o desejo e a necessidade de brincar.

      A partir daí, Montessori passou a se dedicar a questões educativas e pedagógicas, pois acreditava na importância da utilização de jogos em sala de aula como forma de estimular habilidades. Para ela, em todos os espaços, era importante possuir jogos voltados para a estimulação cognitiva e motora das crianças.

      Sua grande contribuição para a Educação Infantil foi em relação à variedade de materiais e jogos educativos. Criou o Material Dourado, que se baseia nas regras do sistema de numeração, e elaborou jogos sensoriais destinados a estimular todos os sentidos.

      Sua pedagogia produz uma série de cinco grupos de materiais didáticos: exercícios para a vida cotidiana, material sensorial, de linguagem, de matemática e de ciências.

      Dessa forma, o trabalho de Maria Montessori, foi de grande valia para a educação, não só no passado como também nos dias atuais.


“A brincadeira é o trabalho da criança”.
                                                                          Maria Montessori


Referências Bibliográficas

Röhrs, Hermann – Maria Montessori (Coleção Educadores MEC)
www.pedagogia.com
www.escolamontessori.com
www.larmontessori.com

segunda-feira, 13 de abril de 2020

EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE: Desde os povos primitivos até os dias pessoais.

BREVE TRAJETÓRIA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
Não é de hoje que existe o preconceito para com as pessoas deficientes, a história nos revela que desde os primórdios da existência humana essas pessoas eram tratadas de diferentes maneiras de acordo com a cultura e a região. 
Analisando diversos povos e culturas do passado de várias regiões do planeta, podemos perceber que as pessoas portadoras de deficiência eram vistas de diferentes modos. Em alguns lugares eram vistas como pessoas possuídas por espíritos malignos (ex. Tribo Salvia, Tribo Saulteox). Alguns dos povos primitivos não se preocupavam com as pessoas com defeitos físicos ou mentais, muitas vezes tinham atitudes discriminatórias como abandono, segregação ou destruição (ex. Tribo Chiricoa, Tribo de Bali, Tribo Seriono). A maioria dos povos primitivos apontava o extermínio como à solução para o problema das crianças e adultos com defeitos físicos ou problemas intelectuais mentais (ex. Tribo Ajore, Tribo Dieri, Tribo Masaí, Tribo Navajo). Já em determinadas regiões as pessoas com deficiência eram respeitadas e chegavam a fazer parte de cargos de grande responsabilidade para a época, esses povos primitivos tinham atitude de apoio, aceitação e tolerância para com essas pessoas com algum tipo de deficiência física ou mental (ex. Nativos AONA, Tribo Azande, Tribo Ashanti, Egito Antigo). 
Depois de uma longa trajetória, criaram-se as leis que garantem o direito de viver das pessoas com deficiência, mas o preconceito e a discriminação ainda prevalecem, e ainda é bastante praticada nos dias atuais. 


  1. DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
Pode-se dizer que atualmente a educação inclusiva é considerada uma “evolução da sociedade” devido ao fato de que as deficiências estão sendo aceitas pela sociedade em geral. Foi uma longa trajetória desde os povos antigos, com suas culturas que iam desde o abandono ao extermínio até os dias de hoje, os quais possuem leis que garantem direitos a essas pessoas. 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos destaca: 
Artigo 1° - Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. 
Artigo 2° - Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidas nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 
Artigo 3° - Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 
Sendo assim, esses direitos são válidos para todas as pessoas, independente de sua condição. 
No que dizem respeito à educação, os direitos das pessoas deficientes são resguardados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que declara no Capítulo V, da Educação Especial: 
Art. 58.  Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.  
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. 
§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. 
Art. 59.  Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação:  
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; 
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; 
III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; 
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; 
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. 

  1. EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE 
A sociedade passou por muitos avanços, tanto político e socioeconômico como tecnológico e científico. E devido a esses avanços, a sociedade se tornou mais exigente no que diz respeito à educação inclusiva. 
No passado, não muito distante, as pessoas deficientes eram consideradas incapazes, e com os progressos da ciência e da tecnologia abriram-se um leque de possibilidades. Atualmente existem (Talvez não na proporção que deveria) as tecnologias assistivas, o atendimento educacional especializado, que vem a complementar o ensino realizado nas salas de inclusão do ensino regular e as salas de recursos multifuncionais. 
Tudo isso prova que a sociedade em geral evoluiu seu pensamento a respeito das pessoas com deficiência, mas ainda resta um longo caminho para que uma educação com excelência seja oferecida para estas crianças. 
 É dever de todos contribuírem para que os direitos de todo ser humano sejam resguardados, independente da sua condição, começando pela aceitação delas como são e quebrando as barreiras causadas pelo preconceito e discriminação. 


REFERÊNCIAS 
Material teórico referente ao curso ”História da educação especial” (Instituto Itard). 

.LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 (LDB). 
Declaração Universal dos Direitos Humanos. 







sábado, 11 de abril de 2020

A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM

As relações afetivas entre o aluno e as pessoas que o cercam afetam significativamente a aprendizagem. 
A relação aluno-aluno, aluno-professor, o ambiente escolar e o ambiente familiar podem contribuir positivamente ou negativamente para o sucesso ou fracasso escolar, dependendo de como acontece essa relação. 
Uma relação de afeto, paciência, dedicação motivadora tendem a contribuir positivamente no processo de aprendizagem. Mas, ao contrário disso, o autoritarismo, a inimizade e o desinteresse, a violência podem influenciar de forma negativa, levando o aluno ao fracasso escolar. 
Os estudos e pesquisas de Wallon e Vygotsky contribuíram muito para a educação nesse sentido, mostrando a importância da afetividade na aprendizagem.  
O desenvolvimento afetivo depende, dentre outros fatores, da qualidade dos estímulos para que satisfaçam as necessidades básicas de afeto, apego, desapego, segurança, disciplina e comunicação, pois é nessas situações que a criança estabelece vínculos com outras pessoas. 
Os resultados de pesquisas deixam clara a importância das relações sociais afetivas no contexto da aprendizagem e serão trazidas algumas reflexões sobre alguns pontos que norteiam essas relações e contribuem para o sucesso ou fracasso do aluno em seu processo de desenvolvimento acadêmico. 

  1. AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM 

Perspectiva de Wallon

De acordo com a teoria de Wallon, para que ocorra o fenômeno da promoção da aprendizagem é necessário que se leve em consideração a interdependência da afetividade e cognição, e os vários contextos facilitadores dessa aprendizagem. 
Nessa perspectiva, a afetividade e a inteligência constituem um par inseparável na evolução psíquica, pois ambas têm funções bem definidas e quando integradas permitem à criança atingir níveis de evolução cada vez mais elevados. Assim, a inteligência e a afetividade são fenômenos únicos e distintos e precisam andar em sincronia. 
Ao longo da vida, o fenômeno afeto não desparece e nem deixa de se apresentar como constitutivo do desenvolvimento da pessoa, mas ao contrário é consolidado ao longo do seu desenvolvimento e necessidades tanto orgânicas como social. 
Para Wallon, a afetividade está na origem da cognição e ao mesmo tempo, favorece seu desenvolvimento. Para ele o movimento é a base do pensamento e as emoções é que dão origem à afetividade. 
De acordo com Wallon, inteligência e afetividade caminham juntas, de forma integrada, podendo haver momentos com predominância do afetivo e outros com a do cognitivo. As emoções são a expressão da afetividade. Sendo assim, se a emoção e a inteligência são indissociáveis e potencializadas pela socialização, priorizar a afetividade nas interações ocorridas no ambiente escolar contribui para dinamizar o trabalho educativo. 

Perspectiva de Vygotsky

Para Vygotsky, diferente da psicologia tradicional que separava os aspectos intelectuais e os volitivos e afetivos, o pensamento nasce na esfera da motivação, que inclui afeto, emoção, impulsos, interesses, inclinações e necessidades. Só é possível compreender o pensamento humano quando se concebe e se compreende a sua base no aspecto afetivo volitivo. Vygotsky defende a indivisibilidade entre as dimensões afetiva e cognitiva.  
De acordo com Vygotsky a importância da afetividade não está só na relação professor-aluno, mas também na estratégia pedagógica. Um professor que é afetivo com seus alunos estabelece uma relação de segurança, evita bloqueios afetivos e cognitivos, favorece o trabalho socializando e ajuda o aluno a superar erros e aprender com eles. 

  1. CONCLUSÃO 
No contexto ensino-aprendizagem, a criança que apresenta dificuldades emocionais, poderá sofrer consequências que dificultarão o desempenho de suas atividades acadêmicas. 
É na interação com o outro que se dá a construção da própria identidade. A desigualdade social, relações burocratizadas e estigmatizadas, indiferença e agressão moral, interferem e prejudicam o desenvolvimento adequado dos alunos. Necessário se faz que a escola procure formas de trabalhar a educação formal, contextualizando seu ensino e incorporando nele os aspectos afetivos, não só a razão, pois assim valoriza a multiplicidade dos saberes humanos e, em consequência estabelece uma visão dinâmica do processo do saber aprender. 
O professor precisa estabelecer uma relação afetiva com os alunos e que perceba que como indivíduo, seus alunos também têm algo a oferecer e que a aprendizagem se faz por intermédio das interações que são estabelecidas. 
 Acredita-se que fortalecer a afetividade na relação professor e aluno favorece a autoestima, o diálogo e a socialização, fazendo assim a aprendizagem acontecer. 

REFERÊNCIAS 

Material teórico do Curso Desenvolvimento, Cognição e Afetividade 

PilettiNelson. Psicologia do Desenvolvimento/ Nelson Piletti, Solange marques RossatoGeovanio Rossato. -São Paulo: Contexto, 2014. 

Secretaria de Estado da Educação – Ponta Grossa, Programa de Desenvolvimento Educacional - Afetividade e Cognição – Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2007. 

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 Olá pessoal!! Ando meio sumida né? Desculpem, aconteceram muitas coisas por aqui e precisei dar um tempo. Em breve estarei migrando este bl...