segunda-feira, 10 de agosto de 2020

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Série alfabetização - 1° parte

 Como prometido no posto anterior, estou trazendo uma série de  vídeos que gravei sobre alfabetização. Os vídeos são gravados da forma como ensino em sala de aula, e até agora os resultados foram bem efetivos. Espero que gostem. 

Aqui vai o primeiro vídeo


sexta-feira, 24 de julho de 2020

DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES MOTORAS

Olá pessoal, dei uma sumida né? Desculpem!!! Peguei uma turminha recentemente para ensino remoto e acabei me enrolando. Mas hoje estou aqui para trazer algumas dicas de atividades para desenvolver habilidades motoras. Inicialmente fiz este vídeo porque a mãe de uma linda garotinha me procurou no Instagram pedindo ajuda para filha, que possui deficiência e não está recebendo os estímulos que precisa por conta da pandemia. Então decidi gravar este vídeo e aproveitei para acrescentar atividades que também serviriam de estímulo para crianças em fase de educação infantil.
Espero que gostem!!

Depois vou postar também uma série de vídeos que fiz para meus alunos na fase de alfabetização. Aguardem!!!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Ensinando um guerreiro

Hoje eu vou contar uma experiência que tive com um aluno muito especial. Para preservar a identidade dele vou chamá-lo de "Guerreiro", um garoto, na época com 9 anos. Não frequentava a escola devido a sérios problemas de coração. Com seis anos sobreviveu a dois AVCs, que deixaram algumas sequelas. Seu lado direito foi afetado, causando dificuldades motoras e na fala. Com o passar do tempo sua mãe sentiu a necessidade de que ele fosse estimulado, já que não ia pra escola tinha o desejo que seu filho aprendesse a ler e a fazer as operações básicas da matemática. Então ela me pediu para dar aulas particulares para ele.
Começamos em agosto de 2017, duas aulas por semana. Ele já conhecia o alfabeto, os números e fazia continhas de adição simples de cabeça. Comecei com a escrita do nome, depois os sons das letras e formação silábica. Na matemática trabalhamos contagem, sinais de igual e diferente, maior que e menor que, etc. Depois passamos para a escrita das contas que ele já fazia de cabeça.
Percebi que ele escrevia com a mão esquerda, e tinha uma certa dificuldade em segurar o lápis. Conversei com a mãe e ela me relatou que ele não é canhoto, que depois do AVC ele não conseguia mais escrever com a mão direita.
No início utilizei atividades no caderno e impressas. Depois a mãe comprou uma cartilha, a qual adaptei para o método fônico. No início ele teve algumas dificuldades com os fonemas, pois devido a apraxia ele não conseguia reproduzir os sons de várias letras, por exemplo PRATO ele falava PATO, CAMA ele pronunciava TAMA. Mas ele era um garoto muito esperto, e desenvolveu uma estratégia, ele memorizou os fonemas que ele não conseguia falar e passou a não trocar as letras.
Na matemática ele era uma gênio. Com 6 meses de aula já fazia adições e subtrações com agrupamento de números com 3 algarismos. Então introduzi a multplicação e divisão.
Trabalhamos atividades bem diversificadas, vários recursos pedagógicos, como alfabeto móvel, números, material dourado, quebra-cabeça, e os materiais do Projeto Trilhas. Também trabalhamos literatura e interpretação de textos.
Foi um período muito rico de aprendizagem para nós dois. Infelizmente, em outubro de 2018 seu coração não resistiu, e o Guerreiro deixou muita saudade.
Abaixo fotos de algumas atividades desenvolvidas nesse período:




terça-feira, 16 de junho de 2020

SEIS ANOS: CEDO OU TARDE PARA ALFABETIZAR?

 
Recentemente, a alfabetização aos seis anos tem sido alvo de discussões, tanto no 
meio político como no educacional. Seria essa a melhor idade pra ingressar no ensino fundamental? É importante ter conhecimento sobre o desenvolvimento humano para  responder essa questão, pois assim é possível conhecer o  desenvolvimento da criança em suas diversas etapas. Wallon entendeu o desenvolvimento infantil em estágios, e 
de acordo com sua teoria, a partir dos seis anos, no estágio categorial, predomina o 
aspecto cognitivo e se inicia o  desenvolvimentod memória, então “seria” a idade ideal para alfabetizar.
Mas esse não deve ser o único critério a ser utilizado pra responder essa questão. 
Cada criança tem seu tempo. A aprendizagem é um processo que vem desde o nascimento e percorre por toda a vida. Alfabetizar uma criança aos seis anos, sem ter nenhuma escolaridade pode não ser muito indicado, pois muitas enfrentam 
dificuldades no decorrer do ensino fundamental. A educação infantil é de grande importância no desenvolvimento das crianças, pois aprendem a se socializar, através do lúdico aprendem a expressar seus sentimentos e emoções, a respeitar regras e colaborar umas com as outras, estando assim muito mais preparada para entrar no ensino fundamental aos seis anos.
Hoje é possível ver por toda parte crianças cada vez menores entrar no mundo da 
tecnologia, através de computadores, tablets e celulares de última geração. E 
percebe-se enorme habilidade em seu manuseio pelos pequenos. As crianças da 
atualidade estão cada vez mais espertas, com grandes avanços no desenvolvimento 
de sua autonomia, então porque não alfabetizá-las mais cedo?
Com as novas alterações na Lei de Diretrizes e Bases, as redes municipais e 
estaduais de ensino tiveram até 2016 para se adequar ao ensino fundamental de 9 anos e receber alunos de 4 a 17 anos,
ou seja, passa a ser obrigatória a oferta gratuita de educação básica a partir dos 
quatro anos, se fazendo assim possível, que todas as crianças tenham direito a 
frequentar uma sala de educação infantil, aumentando suas possibilidades de obter 
sucesso no processo de alfabetização. Portanto, em vista de todos esses aspectos, 
anteciparem o ensino fundamental para  alfabetizar as crianças aos seis anos se torna uma medida adequada para a melhoria da qualidade da educação em nosso País.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

DISGRAFIA

Não está associada a nenhum tipo de comprometimento intelectual, pois é um transtorno motor do neurodesenvolvimento (categorizado como um Transtorno do Desenvolvimento da coordenação) que afeta a habilidade de escrita, ou seja, há uma dificuldade de coordenar os movimentos dos símbolos gráficos. 

Características:
  • Lentidão na escrita;
  • Letra ilegível;
  • Escrita desorganizada;
  • Desorganização do texto, do tamanho das letras e do espaço do papel;
  • Escrita com omissão de letras, palavras, números, etc.
Intervenções:
  • Requer estimulação linguística global;
  • Na avaliação, dar mais ênfase à expressão oral;
  • Reforçar sempre o aluno de forma positiva;
  • Evitar o uso de caneta vermelha na correção de provas, trabalhos e atividades.
Quanto ao desenvolvimento psicomotor devemos proporcionar situações de aprendizagem que estimule: a postura, controle corporal, dissociação de movimentos, representação mental do gesto necessário para o traço, percepção espaço-temporal, lateralização, coordenação viso-motora e percepção corporal

terça-feira, 2 de junho de 2020

Transtorno de aprendizagem: DISORTOGRAFIA

É um transtorno específico da aprendizagem com prejuízos na expressão escrita. É considerado uma dificuldade no uso da ortografia (não necessariamente na grafia). Até o 2° ano do ensino fundamental é comum que as crianças façam confusões ortográficas, porque a relação com os sons e palavras impressas ainda não está dominada por completo. Porém, após essas séries, se as trocas ortográficas persistirem repetidamente é importante que o professor esteja atento, pois pode se tratar de uma disortografia.

Características: problemas ortográficos quanto a:
  • Precisão da ortografia;
  • Uso da gramática e pontuação;
  • Falta de clareza;
  • Falta de organização da escrita;
  • Falta de estruturação e composição de textos escritos, etc.
A importância da identificação da disortografia está relacionada principalmente na busca contra o fracasso escolar, pois o aluno com disortografia, por não obedecer às regras gramaticais por conta do déficit acaba tendo prejuízos nas demais disciplinas. 

Intervenções:

  • Focada nas atividades que visem o apoio e exercícios do uso das letras aos seus respectivos sons, visando trabalhar com os aspectos referentes a causas de origem perceptiva, intelectual, linguística, afetivo-emocionais e pedagógicas;
  • Uso de recursos visuais para estimular a memória visual, com quadros, letras do alfabeto, números, famílias silábicas, material concreto, etc.
  • Exercícios de distinção de noções espaciais básicas como: direita/esquerda, cima/baixo, frente/trás, etc.

Notícias

 Olá pessoal!! Ando meio sumida né? Desculpem, aconteceram muitas coisas por aqui e precisei dar um tempo. Em breve estarei migrando este bl...